quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Um lago, um barco

Ouvia levemente águas bailando
Ao redor da velha embarcação.
Luzes em terra firme
Furavam o extenso lago
Tentando alcançar os risos que caminhavam
No espelho úmido das estrelas.
A lua me fitava
E eu me esforçava
Para devolver olhares,
Mas acabava por perdê-los de vista
No emaranhado de sonhos
Aflorados nas almas à minha volta
Naquela paz há tempos desprezada.
Envolvi meu braço na doce jovem,
Amante dos meus pecados mais profundos,
E apenas cerrei os olhos
Para sentir o sereno
Seduzir a felicidade
Naquela pequena incursão
Sobre a transparência gelada
De tal belo cenário.

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