Faces conhecidas passeando
Em estranhos contextos.
Amizades passadas e futuras interagindo
Em cidadelas invisíveis.
Poderoso ao lado de deuses,
Fraco no centro da tormenta.
Mesmo em conturbadas cruzadas oníricas,
Todas as donzelas resgatadas,
Acariciadas, provadas, amadas...
Traduziam teus traços.
Para o anoitecer, os instantes seguintes são tão previsíveis.
Ao repousar, atormento meu ser com a mesma questão:
Teu travesseiro também sente minha falta
Assim como meus lençóis
Não me cobrem sem falar de ti.
sábado, 7 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Desabafo
Dentro dos meus olhos,
Buscaram a veneração de atos sem perdão.
Contemplei o fundo,
Senti o fracasso rindo
Com a queda de sonhos, esperanças, desejos...
Lamentei estar só,
Mesmo com tantas mãos próximas.
Não foram amigos, parceiros, ouvintes
E julgam merecer minha devoção.
Arrogantes hipócritas!
Saibam que a única mão
Digna de cobrar minha atenção
Foi a mesma a nada dizer
Em todos os dias sem adulação.
Perdido nos corredores da escuridão,
Não serão vocês o meu conforto.
Minha fortaleza, minha muralha, minha vida,
Sempre minha paixão.
Buscaram a veneração de atos sem perdão.
Contemplei o fundo,
Senti o fracasso rindo
Com a queda de sonhos, esperanças, desejos...
Lamentei estar só,
Mesmo com tantas mãos próximas.
Não foram amigos, parceiros, ouvintes
E julgam merecer minha devoção.
Arrogantes hipócritas!
Saibam que a única mão
Digna de cobrar minha atenção
Foi a mesma a nada dizer
Em todos os dias sem adulação.
Perdido nos corredores da escuridão,
Não serão vocês o meu conforto.
Minha fortaleza, minha muralha, minha vida,
Sempre minha paixão.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Sereia
Ondas obedecem teus caprichos,
Contornando as decisões
De sedutora figura.
Tomada pela correnteza,
Desfrutas da superfície no olhar,
Contemplas o submerso nos lábios
E apanhas as criações de Poseidon.
Penetras o azul
Despistando barreiras,
Sendo mais confiante do que os próprios acertos.
Encantas minha teimosia
Com os movimentos de teu conjunto.
Afogo meus erros
Aos pés de teu hábitat,
Aguardando ansioso
Teu canto me dominar.
Contornando as decisões
De sedutora figura.
Tomada pela correnteza,
Desfrutas da superfície no olhar,
Contemplas o submerso nos lábios
E apanhas as criações de Poseidon.
Penetras o azul
Despistando barreiras,
Sendo mais confiante do que os próprios acertos.
Encantas minha teimosia
Com os movimentos de teu conjunto.
Afogo meus erros
Aos pés de teu hábitat,
Aguardando ansioso
Teu canto me dominar.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Primeira vez
Lembro do plácido sorriso
Escondido entre carteiras
No fundo daquele preparatório recinto de estudos.
Na tua imaginação não fulgurava quem era
O endiabrado a criar diversão
Na frente de teus raciocínios,
Mas tu desviaste a concentração.
Fios presos pela carcaça
Da principal arma dos poetas,
Calças alongadas
Enganando invejosas desprovidas de perfeição
E a blusa amarrotada
Ajustada aos contornos de teu divino desenho.
Na época, não quiseste tocar minhas emoções.
Porém, nos últimos amanheceres,
Teu brilho foi a prisão perpétua de meus quereres.
Escondido entre carteiras
No fundo daquele preparatório recinto de estudos.
Na tua imaginação não fulgurava quem era
O endiabrado a criar diversão
Na frente de teus raciocínios,
Mas tu desviaste a concentração.
Fios presos pela carcaça
Da principal arma dos poetas,
Calças alongadas
Enganando invejosas desprovidas de perfeição
E a blusa amarrotada
Ajustada aos contornos de teu divino desenho.
Na época, não quiseste tocar minhas emoções.
Porém, nos últimos amanheceres,
Teu brilho foi a prisão perpétua de meus quereres.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sou teu
Madrugadas clamei um nome que pudesse
Dançar no topo de minhas ambições.
Almejava um ombro para derramar
As frustrações do futuro.
Observava o silêncio
Em busca de uma atração
Para meu prazer.
Caçava cada segundo da felicidade
Tentando imaginar alguém para brindar.
Por todos os passados infames
Dessa história mal contada,
Asseguro com o sangue
Escorrido destes olhos,
Perderia a ternura do luar
E o canto do sol
Só para deitar mais um minuto
Ao lado teu.
Dançar no topo de minhas ambições.
Almejava um ombro para derramar
As frustrações do futuro.
Observava o silêncio
Em busca de uma atração
Para meu prazer.
Caçava cada segundo da felicidade
Tentando imaginar alguém para brindar.
Por todos os passados infames
Dessa história mal contada,
Asseguro com o sangue
Escorrido destes olhos,
Perderia a ternura do luar
E o canto do sol
Só para deitar mais um minuto
Ao lado teu.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Amar...
Amar...
Ser teu amante
Independente das tempestades
Que insistirem em romper
Nosso harmônico desejo.
Ser teu amigo
Mesmo nos dias
Em que a solidão
For tua única exigência.
Ser teu companheiro
Apoiando teus passos
Em cada decisão certa ou errada
De tua jornada.
Ser teu confidente
Nos momentos em que tua alma
Buscar absolvição
Por todos os segredos
Enjaulados com sete cadeados
Na tua cansada mente.
Ser teu conforto
Nas decadentes noites
Forjadas na tristeza
De teu duro cotidiano.
Amar...
Ser tudo e nada
Na vida de minha
Sempre bela carioca.
Ser teu amante
Independente das tempestades
Que insistirem em romper
Nosso harmônico desejo.
Ser teu amigo
Mesmo nos dias
Em que a solidão
For tua única exigência.
Ser teu companheiro
Apoiando teus passos
Em cada decisão certa ou errada
De tua jornada.
Ser teu confidente
Nos momentos em que tua alma
Buscar absolvição
Por todos os segredos
Enjaulados com sete cadeados
Na tua cansada mente.
Ser teu conforto
Nas decadentes noites
Forjadas na tristeza
De teu duro cotidiano.
Amar...
Ser tudo e nada
Na vida de minha
Sempre bela carioca.
Quem pretendo enganar
Não venhas com tua doce boca
Adormecer minhas vontades.
Sou imune às curvas do Éden
E não serei julgado
Pelo carinho de macios gestos.
Tua sensualidade não tocará mais minha porta
E o horizonte esquecerá
Os passos de deslumbrante beleza.
Correrei contra as marés de desejo
E dormirei sozinho nas areias escaldantes
De minhas recordações...
Ah, maldita tentação!
Só um incapaz não notaria que,
Por apenas um sorriso,
Mostrarei ao mundo o quanto admiro
Tua presença ao lado de minhas ambições.
Adormecer minhas vontades.
Sou imune às curvas do Éden
E não serei julgado
Pelo carinho de macios gestos.
Tua sensualidade não tocará mais minha porta
E o horizonte esquecerá
Os passos de deslumbrante beleza.
Correrei contra as marés de desejo
E dormirei sozinho nas areias escaldantes
De minhas recordações...
Ah, maldita tentação!
Só um incapaz não notaria que,
Por apenas um sorriso,
Mostrarei ao mundo o quanto admiro
Tua presença ao lado de minhas ambições.
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